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sábado, 23 de novembro de 2013

Às vezes me pergunto o porquê



Às vezes me pergunto o porquê. Você, eu, você... Eu. Sou tão complicada, você tão certo. Talvez como todos os amores que tive antes, meu oposto foi atraente. Mas você não é tão oposto assim... Você é inalcançável. Eu poderia fazer uma lista de possíveis companhias pras minhas sextas e de confidentes para os meus segredos, e eu não escolheria você. Não porque você não se enquadre, mas porque... Você é inalcançável. Você mora a cinco quadras daqui de casa e mesmo achando perto eu acho longe demais pro meu coração. Eu não sei distinguir quando você me abraça por carinho ou por carisma. Queria saber quando você me olha se admira, repara ou se apenas me vê como eu sou.

Eu não sei se eu sou o que você repararia. Talvez eu precise de uma personalidade mais forte ou de um sorriso mais aparente. Talvez eu precise ser tão carismática quanto você ou tão popular quanto. Eu tenho uma enorme vontade de ser eu mesma e você reparar... Você parar por um segundo e me ver além. Ouvir minha voz no meio do salão, dobrar os joelhos e, quem sabe, pedir ao Criador pra criar uma história pra nós dois. Não tô pedindo uma história perfeita... Só estou pedindo pra ser algo que faça valer a pena a confusão que eu passei, que faça valer a pena as lágrimas que chorei. Deixei um espaço aqui vago pra quem quiser ocupar, mas algo em mim insiste em gritar, dia-após-dia, que esse lugar pode ser todinho seu.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

(Dia dos namorados!) Sinto a brisa..

 


   Uma nova mensagem.
   O tarde estava linda, já chegando à sua fase final: o céu alaranjado em seu topo, recebendo alguns tons roxos que indicavam que a noite estava, aos poucos, entrosando na vivacidade do dia e tomando seu lugar. Era perfeito. O modo como o azul do céu passava por tantas cores para finalmente escurecer. Seria tão fácil... Mas não. Talvez a Lua ou as estrelas quisessem uma pré-estréia triunfal para finalmente serem as protagonistas da noite. Mas para mim, os diversos tons que antecediam a escuridão não eram coadjuvantes. Eram perfeitos. Como se cada cor fosse alma-gêmea da outra, mesmo sendo diferentes, tinham coisas em comum... A sintonia.

   A sintonia...

   Eu tinha a minha sintonia. E estava indo encontrá-la agora mesmo. Linda... Em tudo. Até mesmo nas lembranças ela não perde seu encanto, até mesmo no inalcançável é possível sentir o impacto de tudo o que há de maravilhoso em cada traço de seu rosto, em cada curva de seu corpo. Até mesmo no intocável é possível arrepiar-se com o sentimento de amá-la como eu a amo.

   Seria possível? Seria possível simplesmente sentir a brisa do amor de alguém? Era possível. Todas as vezes que minha mente era povoada pelo seu sorriso, pelas nossas muitas noites de amor, pelo entrelaçar de nossos dedos, pelo toque de suas mãos outrora em meus cabelos... Eu sentia. Sentia cada canto do meu corpo arrepiar-se, desejando estar perto dela cada vez mais.

   Subi a montanha com um buquê de flores nas mãos. Nunca fomos de praças ou cinemas, e ultimamente tivemos que nos adaptar à alguns lugares mais reservados. Passamos a gostar destes acompanhado pelo silêncio que é a forma mais bela que encontramos de nos amarmos sempre. O silêncio às vezes é a melhor forma de se expressar sentimentos. Mas conversamos também. Não somos tão monótonos como parecemos. Nosso amor é baseado muito mais do que em ações, mas em sentidos. Estava um tanto nervoso, ansioso pelo nosso reencontro. Meu amor. Minha sina. Minha menina. Estamos tão próximos que sinto que vou vomitar de tanta ansiedade ou ter um infarto com as batidas frenéticas do meu coração...

   E neste dia, em que todos aqueles que têm seus corações tomados pela presença de alguém. Dia de todos aqueles cujos dedos anelares carregam consigo alianças pratas ou douradas, cujas palavras escapam para expressar muitas vezes a intensidade daquilo que sentem, cuja presença de alguém é crucial para que sua vida possa tornar-se melhor...

   Sinto a brisa...
   Enquanto adentro o velho cemitério das colinas e vejo o meu amor.
   Quieta. Calma. Mais presente dentro de mim, do que nunca antes estivera.

(...)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Súplica.

   Nunca fui a pessoa mais requisitada deste mundo. Mas também nunca fui mal-desejada. Eu atraía alguns olhares e povoava alguns sonhos. Muitas vezes enquanto eu andava pelos corredores, ouvia os comentários e percebia os olhares em minha direção. Tive muitas oportunidades de estar com diversas pessoas, mas nenhuma dela realmente me interessou... Além de você.
   Foi difícil para alguém tão "independente" como eu, passar a depender tanto de você. Depender do seu amor, do seu carinho, das suas mensagens de boa noite e suas ligações no fim de semana. Eu me recusava a admitir, mas de fato estava apaixonada. Não que o amor fosse a pior coisa do mundo, mas para mim... Era desnecessário no momento. Só de pensar em quantas lágrimas eu já havia derramado antes por quem não as merecia já me desmotivava. O problema é que nenhum ponto negativo impediu o sentimento de florescer. E em poucas semanas já rodeávamos a cidade com os dedos entrelaçados, trocando frenéticos olhares apaixonados.
   
    Querido, não me importo com o que passou. Só quero que entenda o quanto você é especial por estar comigo. E o quanto me sinto lisonjeada por estar com você. Não desejo que me coloque nos mais altos patamares da minha vida, apenas peço que não me exclua de suas preferências. Que não esqueça que antes de qualquer atitude que tomo, paro para pensar no quanto isso nos afetaria. Que sofro por você e pela suas constâncias inconstantes de indiferença. E que escondo... De todos.
    Sei que as coisas andam difíceis, e entendo. Mas quero ajudar. Quero retomar o meu posto de ser seu porto-seguro, o seu descanso. Quero voltar a acariciar seus cabelos enquanto você dorme. Quero voltar a ver suas ligações perdidas no meu celular... E te quero de volta. Te quero me mimando, dormindo comigo, me pedindo pra ficar...

Então, por favor...

Não me deixe ir embora.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Conto




  Ele era um príncipe. Só faltava-lhe o cavalo, pois sobre sua gentileza, era incomparável. Tinha um lindo sorriso, um olhar penetrante e atitudes surpreendentes. Não lembro ao certo como nos conhecemos, tenho apenas vagas lembranças de breves palavras, seguidas por uma frenética troca de olhares. Mas eu gostei de tudo entre nós. Gostei dos beijos às escondidas, do romance proibido e da inveja de terceiros. Creio que se não houvesse nada disso, talvez não teríamos durado tanto.
   Me entreguei a você. Contei meus segredos, sonhos e confessei minhas intimidades. Para quê? Você guardou tudo para si, mas não teve o zelo de fazer com que isso durasse. Nem ao menos se importou. As coisas foram fluindo, ora bem, ora mal. Não entendi. Chegou uma hora em que eu tinha receio de me entregar, tinha medo de me arrepender. Houveram tardes em que cogitei me fechar novamente, guardar as novas confissões apenas para mim e não revelá-las nunca mais a ninguém. Mas não seria justo comigo. É difícil para um ser-humano não compartilhar nada com nenhum outro. E isso me entristecia porque pela primeira vez senti que meu porto-seguro talvez não estivesse mais tão seguro assim. Pela primeira vez tive medo de te perder e me perder, tudo junto e ao mesmo tempo.
   Foi então que percebi que já não se tratava mais de eu ou você. Éramos nós. De alguma forma eu tinha uma certeza bem, bem profunda de que você também temia se perder em mim. Entende? Você tinha medo porque duvidava se talvez mais alguém no mundo pudesse te entender como eu. Pudesse confiar em você como eu. Pudesse se abrigar em você, como uma criança se abriga sob'a fantasia de um conto de fadas.

    Então seremos um conto. Serei a princesa e você o príncipe. Ou eu a Lua, e você o Sol. Conectados intrinsecamente pela história no qual o amor nasce sem explicação, se prolonga mesmo diante dos obstáculos e acaba com um final feliz. Ou melhor, simplesmente acaba feliz, sem finais, sem culpas, sem bem-me-queres ou mal-me-queres.



   E você, você é meu príncipe. Ainda que muitas vezes cansado ou até sentindo-se derrotado. Creio que um bom conto não se sustenta apenas de situações felizes. Saiba que te amo, e é por amar-te que prometo estar ao seu lado quando a torre for muito alta, a maldição não se quebrar, o beijo não despertar ou o sapatinho-de-cristal não for encontrado.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Eita!

   Hoje acordei inspirada e com vontade de fotografar um look meu pra vocês. Não sou ligada em moda como muitas blogueiras por aí, mas fica a dica pra quem gostar e quiser se inspirar. :D

Este cardigan comprei por preço de banana, na Lamis esta semana (já comentei da loja neste post).
A saia na verdade é um vestido. Eu sobrepus uma regata pra "parecer" uma sainha florida, hihihi :3
O coturno foi um presente do meu pai, e a gargantilha com crucifixo (amo crucifixos como jóias!) ganhei do meu namorado ♥_♥


Saia/Vestido: Besni | Coturno: Riachuello | Cardigan: Lamis | Regata: C&A

A qualidade ficou ruim nessas fotos :(

    E aí, gostaram? Comentem o post, e não esqueçam de deixar o contato de vocês (blog, site, facebook...) ♥_♥

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Amar diferente. Amor adolescente. Amar você.



  Esse amor me pegou de surpresa e me cativou em segundos. Não por ser algo 'adolescente', cheio de clichês, trilhas sonoras ou declarações explícitas de amor. Não só por isso. Mas pela aventura de estar com alguém inúmeras vezes, em diversos lugares, sentindo um milhão de coisas. Você me trouxe uma sensação aventureira de adentrar no amor, sem medo de me perder nele. Acredite, já me perdi muitas vezes com pessoas de muito mais experiência. Mas com você é diferente. Com você eu tomo café em casa, na padoca ou nem tomo café. Com você eu vou pra praia na segunda, e ao cinema de madrugada. Com você eu faço trilha na mata... Faço trilha na cama. Com você é tudo diferente e inesquecível, é como se cada dia mais uma história fosse agregada às milhares de lembranças que tenho. Olha, nunca agradeci tanto aos céus por ter te conhecido, menino. Isso soa adolescente, mas é verdadeiro. O bom de amar imaturamente sendo madura, é que sempre se ama de verdade. Sem clichês ou "Eu te amo" descartáveis. A gente dá mais valor ao amor, porque sabe como é ruim amar de maneira errada... Amar a pessoa errada. Não digo que você é a pessoa certa, mas afirmo com todas as certezas do mundo que é em você que eu penso um bocado de vezes ao dia. Sei como é sofrer por quem não merece, talvez você não saiba, mas seria injusto que eu repetisse com você a cafajestagem que fizeram comigo. Amar não é assim, igual. Todo amor é diferente: ontem eu amei de maneira adulta, hoje amo de maneira adolescente. Mas tudo é amor. No final da noite, durante ou filme ou antes de dormir é sempre amor. Amor que sustenta, inspira e faz a gente escrever trocentas palavras tentando explicar o que se passa dentro dessa alma confusa que cada um de nós carrega dentro de si.

segunda-feira, 11 de março de 2013

E eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo!



   Mt 28,17: "Quando viram Jesus, eles o adoraram. Entretanto, alguns duvidaram."


   Annie havia tido uma semana conturbada: seus pais brigaram praticamente todos os dias; na sala nova, ela não havia se enturmado com seus colegas e sua fonoaudióloga disse que às esperanças de que sua voz fosse recuperada, estavam perdidas. Como ela poderia seguir? Mal sabia falar em libras, mal fazia ideia de como se comunicar com o mundo. O que era o mundo para ela, quando este nunca mais ouviria sua voz? Como seria gostar de uma música e não pode cantá-la? Ou então como seria dizer "eu te amo" para alguém? Depois daquele dia, ela nunca mais se imaginou feliz novamente. Tentou, tentou, passou horas inteiras imaginando como seguir a vida, mas sempre obtinha más expectativas, más respostas, más opções. Como ensinar, no futuro, seus filhos a dizerem as primeiras palavras? Como poderia discursar na formatura de sua faculdade? Lágrimas e mais lágrimas caiam de seu rosto. Assim que ouviu o veredito de sua deficiência, prometeu a si mesma que tentaria seguir em frente, da maneira mais normal possível, porém, nem sempre promessas são fáceis de serem cumpridas. Então Annie chorava, se lamentava e perguntava à Deus todo o momento a explicação desta reviravolta em sua vida. Pedia, rezava, ajoelhava-se, gesticulava com os lábios uma oração, ao menos esta, por mais que silenciosa, podia ser ouvida por Alguém. Contudo, embora Annie acreditasse e tentasse perseverar em oração, seus joelhos ardiam e ela desanimava novamente, afundando em lágrimas e questionamentos.


Mt 28,18-19: "Jesus aproximou-se deles e disse: De Deus recebi todo o poder, no céu e na Terra. Portanto, ide e ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo"


   Nos dias que se seguiram, Annie continuou enfrentando dificuldades que pareciam nunca terminarem. Não conseguia aprender na escola, não conversava com ninguém da turma e seus colegas antigos haviam se afastado dela, por não saberem como lidar com a situação. O mundo parecia desabar aos poucos e cada vez mais para ela. Foi então que, Lia, a Senhora da Cia de Limpeza, pegou-na chorando no banheiro feminino, durante o horário de aula.
— Menina, você está bem? — Disse ela, num tom preocupado. 
Annie gesticulou que sim. Enxugando às lágrimas com as mãos às pressas, numa tentativa frustada de parecer realmente bem.
— Não fique assim, meu bem. Quer saber de uma coisa?
Annie de cabeça baixa, ainda tentando enxugar as lágrimas, voltou-se para a senhora, fixando seus olhos nela, como uma cessão para que ela dissesse.
— Meu marido tem Alzheimer, sabe o que é isso? É uma doença em que as pessoas esquecem rapidamente e confundem as coisas. Hoje eu sou Lia, sua esposa, porém amanhã uma desconhecida e n'outro dia uma ameaça. Ele já teve diversas crises, foi até internado uma vez, mas não consegui vê-lo longe de casa. Sempre soube que seu lugar era lá, com nossos dois filhos. E o fato de nós sabermos isso, bastava. Sempre o ajudamos a relembrar quem é e a organizar seus pensamentos por meio de fotos, cartas e vídeos. Nunca entendi e sempre me questionei, pois cinco anos depois nos casarmos, ele apresentou os primeiros sintomas. Toda vez em que completávamos mais um ano de casados e ele esquecia, ou quando não lembrava do rosto de seus filhos ou o meu, eu chorava muito. Era difícil, sabia?  Sempre batalhei para sustentar a casa, já que ele nunca pôde trabalhar. Meus filhos, enquanto pequenos, não compreendiam o comportamento do pai,  ainda bem que agora crescidos e com suas respectivas vidas, me ajudam muito. Reclamei, reclamei e me questionei, até o dia em que Deus me deu uma prova viva de Seu amor por mim e pela minha família: Semana passada, completaríamos trinta e três anos de casados, eu estava na cozinha preparando o almoço, quando fui surpreendida por ele na porta da cozinha, com um buquê de rosas nas mãos. Então ele me abraçou e beijou-me a bochecha, dizendo: "Feliz trinta e três anos para nós, Lialinda!".
    Annie se arrepiou, arregalando os olhos, surpresa.
— Tem noção de como foi? Ele nunca lembrou, mocinha. Mas justamente semana passada, após trinta e três anos completos, ele lembrou. Trinta e três é a idade que Jesus morreu na cruz por nós, não pude encarar como outra coisa, senão como um presente de Deus pra mim e minha família. Todos os dias, quando ele acorda e não me reconhece, lembro deste sinal que Deus me deu, significando que nem o Joel, tampouco Ele se esquecem de mim, nem por um segundo sequer.
   As lágrimas caiam dos olhos de ambas. Annie abraçou a senhora e, tirando o celular do bolso, escreveu no bloco de notas "Obrigado :')" e mostrou à senhora. Ela apenas gesticulou positivamente com a cabeça. Annie saiu dali certa de uma coisa: O amor de Deus por ela, era a força suficiente que precisava para seguir em frente e vencer os obstáculos!

(...)

   Nos três meses que se seguiram, Annie aprendeu algumas palavras e expressões em libras e repassava-as para os colegas na sala também, sem se importar com a aceitação deles. Quando não sabia o que falar, escrevia a mensagem no bloco de notas do celular e mostrava a eles. Logo muitos acharam incrível o fato de comunicarem-se em libras, e a ideia se espalhou de tal forma, que a escola abriu uma oficina de libras para alunos que quisessem aprender! Foi uma ótima ideia porque Annie podia aprender com eles!
   As brigas frequentes em sua casa diminuíram. Finalmente seu pai parou de beber e sua mãe de tomar calmantes. As coisas estavam melhorando e Annie agradecia todas as noites pelas forças que recebia, pedindo sempre discernimento para saber usá-las.
   Foi então que, numa celebração eucarística, Annie retirou-se da assembleia após comungar, e foi rezar no Sacrário, onde o Santíssimo estava exposto. Ficou ali por alguns minutos, agradecendo à Deus por sua vida e vitórias mesmo diante das dificuldades. Enquanto ouvia a música que acompanhava o Rito de Comunhão, seu coração acalmava-se, juntamente com a batida da música. E em meio à seus agradecimentos e preces sempre sussurrados, — sabia que Deus a ouvia no seu "silêncio dito" — ao finalizá-los, disse um "Obrigado, Amigo Jesus". Espantou-se, pois ouviu de fato som um tanto rouco saindo de seus lábios! Tentou repetir, e novamente a voz foi ouvida! Lágrimas caiam de seus olhos, e então, num ato de emoção, Annie levantou-se e abraçou o hostensório, como se este fosse Jesus. Sentia uma leveza incrível Nele, como se estivesse de fato abraçando um corpo. Ela repetia "Obrigado Amigo Jesus, Obrigado Amigo Jesus!" foi então que seus pais a ouviram, pois estavam próximos a porta do sacrário, e abraçaram-na, louvando e agradecendo a Deus pelo milagre que haviam acabado de presenciar: a cura de Deus no coração, no físico e na vida de uma pessoa.

(...)

   Annie contou para o mundo seu testemunho. Sua voz nunca voltou completamente, mas ainda assim ela continuou louvando à Deus pela sua cura. Não desistiu da oficina, e espalhou o amor de Deus, contando àqueles que não podiam ouvi-lo ou entendê-lo de fato, por meio de dois idiomas: o de libras, e o da a fé.



Mt 28, 20: "(...) E ensinando-as a observar tudo o que vos ordenei. E eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo!"

  

 E você? Ainda duvida do amor de Deus por você? Ele está contigo, pelo resto da sua vida! ♥_♥











sábado, 9 de março de 2013

Esse é pra te motivar a sonhar..



   "A lógica do coração é como uma equação esquecida que você encontra na lousa da escola. Só conhecendo pra entender."
   Por quê você sofre tanto? Me diz? O que tanto te fizeram? Não importa, menina. Olhe para si, veja o quanto você pode ser mais: mais confiante, mais bonita, mais alegre... Mais feliz! Seu cabelo afro é lindo, seu olho oriental é diferente, seu sorriso irradia dias inteiros! Não vale a pena sofrer, tampouco desistir de si!
   Uma vez alguém me disse que mudaria seu jeito para conseguir ser feliz... Acredite, não funciona! Se você sabe qual é a sua felicidade, corre atrás dela. Pode ser difícil, o mundo pode ir contra você, vá atrás! Você não será feliz de outro jeito, com outro alguém, em outro lugar! Às pessoas precisam enxergar por trás desse seu sorriso, dessa aparência! Qual o problema em ser homossexual? Em gostar de dançar? Em querer cursar música, ao invés de engenharia? Qual o problema de querer algo que ninguém mais quer? Esse algo prejudica alguém? Não? Então vá atrás!
    A vida está aí, te esperando. Ela tem diversos caminhos, que te proporcionarão centenas de escolhas. Saiba escolher aquilo que te faz bem, sem prejudicar ninguém. Saiba colher um botão de rosa, pra não estragar a roseira inteira. Você é cheio de habilidades e pontos positivos. Quer ser feliz? Você pode. Pode hoje! Não deixe que as críticas estraguem os seus sonhos.









quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Meio-dia. (Parte I)





   Meio-dia. Era meu horário de almoço, mas eu estava sem um pingo de fome. Havia tomado muito café para exterminar o sono, e de bônus, acabei exterminando a fome também... Não sei como. O dia estava estressante, o Sr. Watts não parava de me cobrar relatórios e de exigir documentos que ele havia perdido. Para completar a nova auxiliar de serviços gerais, Dona Clau, não parava um segundo de cantar as baladas dos anos 80 que não soavam nem um pouco agradáveis naquele ambiente estressante de trabalho. Sem contar ainda que, na noite anterior, não pude dormir nem sequer uma hora devido ao barulho do vizinho bêbado brigando com a esposa do apartamento da frente. Um caos total. Minha mente estava completamente sufocada e era como se eu estivesse sendo torturada brutalmente. Sim, brutalmente. As coisas mais brutais são aquelas que não te tocam, essas sim machucam.
    Metáforas à parte, e voltando para meu almoço - trégua ao caos - eu pude relaxar um pouco. Fazia um pouco de frio e a praça Roosevelt estava um um tanto vazia - um presentinho da vida em troca da manhã estressante - sem crianças correndo e sem pombas enchendo meu saco. Apenas eu, meia duzia de pessoas transitando pra lá e pra cá e claro, a brisa me fazendo companhia. Caminhei até umas pedras em que as pessoas costumam sentar e abri o The New York Record, eu adorava ler os jornais e criticar as manchetes.  Acho que alguns jornais deixaram de ser imparciais e de apenas transmitir informação, e passaram a ter opiniões implícitas dos jornalistas na manchete - um erro gravíssimo - que as pessoas liam, e devido ao dom excelentíssimo de argumentação expresso ali, acabavam concordando com o que haviam lido, num ato "inocente" de que a notícia era cem porcento imparcial e cem porcento informativa. Blá, blá, blá: "Ele matou brutalmente; num ato de extremo impulso; sem medir consequências (...)" sem contar nos aumentativos ridículos para enfatizar ações políticas, como se elas fossem magníficas e como se os representantes não tivessem a obrigação de promovê-las. Enfim...
    Enquanto pensava alto, senti um peso contra as minhas costas, alguém se escorando em mim. Dei uma olhada de canto, por um segundo pensei que fosse uma criança e praguejei a suposição, mas o corpo era muito mais pesado, e foi me virando de fato que percebi que era um homem... Apoiando-se em mim!
— Ahhh, você não acha horríveis essas manchetes de jornais? O fato como os jornalistas usam opiniões implícitas pra manipular os leitores?

(...)

Continua.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Você PRECISA conhecer a Lamis!

    Moda, moda, moda... Esta aí um assunto que está presente diariamente e a todo instante na vida de uma mulher. Outras mais, outras menos, a mulher hoje tem grande preocupação com o que veste, e se o que veste é agradável tanto a ela, quanto aos olhares que recebe.
   E um dia, por acaso, enquanto andava pela Marechal Deodoro (centro comercial daqui de São Bernardo do Campo) que encontrei a Lamis, uma fast-fashion, eu poderia dizer. 
   "É claro, Camilla, todas as lojas possuem roupas bonitas e que são tendência...", porém a Lamis não só apresenta roupas que estão em alta na moda, mas também oferece um preço super - mas super meeeesmo - acessível. Já cheguei a levar 100 reais pra loja (Ah, o chato é que eles só aceitam pagamento em dinheiro, tá? :/) e levar cinco peças. Isso mesmo! E não peças simples, mas sim saias, vestidos, camisas, shorts... Acreditem!
    Ah! Não mostrei a loja antes pois achava que ela só existia aqui em São Bernardo, mas descobri -  besbilhiotando o site da loja - que ela possui outras franquias como em Santo André, Santo Amaro e em outras cidades também, só conferir lá no site.
    E, claro, eu não podia deixar de postar minha wishlist da coleção mais recente da loja...


É isso aí. Não percam tempo! Visitem uma loja, não vão se arrepender ;D Bjos!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Tanlup: Um shopping virtual.

    Com o avanço tecnológico muitas coisas melhoraram: a comunicação, os negócios e claro, as compras. A internet nos proporciona coisas incríveis, e atualmente, vem tornando-se uma das formas mais confortáveis e rápidas de compra que existe.
    Navegando pela internet - como sempre - achei um shopping virtual. Isso mesmo! Um site que disponibiliza uma rede de lojas que vendem diversas coisas, desde moda até miscelânias. A Tanlup! Então resolvi fazer uma pequena wishlist das coisas que quero - e espero - comprar. Rs!


   Mas não basta só desejar enlouquecidamente todas essas coisas. Primeiro, precisamos averiguar se a loja é de confiança, já que a Tanlup é como se fosse apenas uma plataforma para hospedagem das lojas, não se responsabilizando pela chegada ou não do produto. Portanto antes de realizar todos os seus sonhos de consumo, tome cuidado pra não acabar perdendo dinheiro! :D
   E você? Já conhece a Tanlup? Já comprou em alguma loja? Conta aí ou manda sua wishlist *-*

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

7 músicas que você não vai esquecer (ou vai relembrar)!


1. The Watts 103rd St. Rhythm Band - Express Yourself



2. Etta James/ Harvey Fuqua - If I Can't Have You



3. Kool & The Gang - Hollywood Swinging



4. Tom jones - Kiss




5. Tom Jones - Sex bomb


6. James Brown - Get On Up



7. Lynyrd Skynyrd - Sweet Home Alabama



É do tempo da sua avó, mas aposto que você vai gostar! ;D

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Mar de pipas.



   Subi a Rua das Laranjeiras apressada. O clima no trabalho estava péssimo porque faltavam dois dias apenas para o fechamento da revista. Eu era uma redatora muito preguiçosa e havia deixado para escrever minha coluna no domingo à noite, para aproveitar a praia no resto do fim de semana. Daí que o tema "Molecagens" apresentado na quarta, logo tão cheio de ideias nostálgicas, me era completamente vago e sem inspirações quando me sentei na escrivaninha e abri o editor de texto. Escrevi qualquer porcaria e fui dormir - na hora não parecia porcaria e me soou bastante interessante-. Não sei se você sabe, mas quando se escreve pra uma revista, na qual você é responsável por uma coluna de público geral, não deve escrever algo comum, mas algo que as pessoas leiam e reflitam sobre. Que realmente se sintam parte do texto, e não que as façam virar a página e pular para a seção do horóscopo.

   Meu chefe explodiu quando leu "Que droga é essa, Camilla?!" eu me espantei, porque até então não havia me dado conta do que havia escrito. Ele jogou os papeis sobre a mesa, e tentou não parecer extremamente aborrecido, pediu para que eu lesse tudo na sua frente. Li. E realmente, estava horrível. Não tive nem coragem de pedir à ele mais um dia, pois sabia que era minha obrigação escrever algo que prestasse até amanhã de manhã, algo que ele não demorasse nem trinta minutos para revisar e editar.

   Novamente, mais um dia estressante. No trabalho as coisas estavam corridas e eu não consegui escrever três linhas o dia inteiro. Ajudei uns colegas com algumas ideias e, enquanto eu dava mil e uma dicas para outros assuntos aleatórios, o meu ficava encostado na parede, debaixo de um relógio que parecia cada vez mais me apressar.

   Subi a rua cansada. O Sol estava escaldante, e eu precisava muito de um banho gelado para relaxar. Então reparei em uma porção de meninos com uma latinha vazia de farinha láctea, ou algo parecido, enrolada por um montão de linha, debaixo daquele Sol, pingando de suor, sem camisa e brigando um com o outro por espaço. Os carros que atravessavam a rua buzinavam, e os motoristas praguejavam os meninos por estarem tomando a passagem. Me sentei um instante na calçada, e fiquei a os observar. Corriam pra lá e pra cá, sempre com os olhos fixos no céu. Qual seria o entreternimento de ficar horas olhando um pedaço de papel voando pra lá e pra cá? Também olhei. E lá estavam umas dez, quinze, vinte pipas! E não vinham só da minha rua, mas de outras vizinhas também!

    De repente aquilo não era mais o céu, e os papéis deixaram de ser meros... Papéis. Vi um espaço repleto de pontos coloridos, nos quais todos brincavam um com outro, no qual nadavam e se comunicavam por gestos. Nos quais a infância era simples e divertida, como um soltar de pipas ou um brincar nas águas de um mar. E as cores comungavam com as nuvens, que pareciam ondas levando-as pra lá e pra cá, dando vida aos desenhos que se formavam. Como se fizessem um plano de fundo para o Sol e isso chamasse a atenção dos meninos. Eles corriam pra lá e para cá, em busca de uma posição para que uma pipa ficasse adjacente a outra. Era lindo! E aos poucos, as cores iam esfriando, juntamente com o céu que escurecia com a despedida do Sol. As pipas sumiam e aos poucos os meninos desconectavam-se daquele "sobremundo" e voltavam para suas casas. Quando percebi, já havia se passado uma hora e qualquer tipo de calor ou sensação térmica havia sido desfocada enquanto eu observava o céu. Levantei-me da calçada e entrei para a casa, maravilhada com as coisas que havia descoberto poucos minutos atrás. As coisas simples e magníficas da vida.


O céu azul, um montão de pontos coloridos, as nuvens são ondas e por mais estranho que pareça, vejo um mar de pipas.



"Mar de Pipas" SOUSA, Camilla. Revista 'O assunto', Ed. 156, 15 de Dezembro de 2012.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

3 maquiagens que eu usaria no Natal!

1. Make de Natal por Julia Petit (amo!)
   Não sei se vocês sabem, mas a-mo a combinação delineador preto + sombra marrom + batom vermelho! E ela conseguiu conciliar muito bem esses três numa maquiagem incrível pra usar no natal, e que, claro, vai ser a que eu usarei, de fato. Sem contar que ela é uma fofa e eu fico rindo o vídeo todo devido ao jeito que ela fala! Hahahah.



2. Maquiagem Inspiração - Minissérie Rei Davi
   Já disse pra vocês o quanto a Mary Bismaki é uma fofa? Ela é super simpática, os vídeos dela são bem legais de se ver e além disso, ela não usa marcas de maquiagem muito caras, o que mostra pra gente que isso de usar maquiagem barata não tem nada a ver, porque as makes ficam lindas do mesmo jeito!


3. Julia Petit Passo a Passo Coque alto Maquiagem
   Mais uma da Julia Petit. Estou a-pai-xo-na-da por essa maquiagem! Eu amei esses tons de marrom combinando entre-si. Eu não gostei muito do coque não, mas a maquiagem vale muito a pena usar!


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Fast Dicas: 3 looks que eu usaria no Ano Novo.

    Ano Novo chegando, hora de escolher o melhor look (ou os melhores) para passar o fim de ano, certo? Bom, como estou de férias do trabalho e dos meus cursos, ando meio que com as tardes vagas, e, em uma delas, montei três looks super simples e fáceis de montar, pra vocês passarem o Reveillon. Sendo dois deles pra quem for passar na praia e um mais 'chic'. Lembrando que todos são de fácil inspiração e peças como essas vocês podem encontrar em FastFashion's como C&A, Besni, Riachuello e Renner :D


FÁCIL INSPIRAÇÃO: Pra você montar esse look abaixo, basta usar um shortinho jeans e a parte de cima de um biquini. Se quiser deixar mais bonito, use umas pulseiras coloridas e não muito folgadas pra você não perder quando for pular as sete ondas, okay? Ah! E com uma rasteirinha ou Havaiana, fica perfeito!


DECOTE, NÃO! Se você não gosta de decotes, é só trocar por uma regata mais folgadinha.

sábado, 15 de dezembro de 2012

2min: Meio-eu, meio-mundo.



   Tenho andado um pouco atrasada, um tanto distraída e muito distante. Eu sei, e a culpa é toda minha. Mas eu cansei, eu juro que cheguei no ápice de toda aquela vontade incessante de alcançar uma quase-perfeição que não era e nunca foi minha. Na verdade, nada em mim é realmente meu. Sou uma junção de personalidades que se agarraram a mim conforme o tempo. Sou meio-eu, meio-mundo. Acho que muita gente acabou se tornando assim. O sofrimento nos ensina muita coisa. A chorar, a esconder, a ser forte e o principal: a sorrir, independente de qualquer coisa. (Camilla Sousa)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A Noiva Cadáver! o_o

   Ois! Então... Não sei se sabem, mas participei há um mês atrás de um concurso de fantasias macabras, e minha sala escolheu A Noiva Cadáver para os representar. A princípio a ideia era só eu desfilar pela escola vestida de noiva, porém acabei incrementando a história e fiz logo um casamento de uma vez. Assim não só eu, como meu colegas, também poderiam participar da encenação. Legal, neah?
   As meninas que maquiaram o pessoal mandaram muito bem! Principalmente as que me maquiaram! Ficou show a maquiagem e quando eu postei as fotos no Facebook, muita gente achou que era montagem! Hahahahah. 


O Noivo! Heheheh.




Os z0mbies, mais o resto da sala que ficou ajudando.


   Viram que legal? Achei muito bacana esse concurso, porque ele aproximou muito mais a sala e podemos ver que todos sabem ajudar, basta encontrarmos o que cada um prefere e gosta de fazer. E até os meninos que não querem nada com nada, ajudaram não atrapalhando! Hahahaha. Deem a ideia de fazerem isso na escola de vocês!


Ps1: Casei ao som de A Little Piece of Heaven do Avenged Sevenfold.
Ps2: Na hora do "alguém é contra esse casamento" meu namorado se manifestou! Hahahah.
Ps3: Mais fotos no meu Facebook e em breve no meu Flickr. Me adicionem lá :D


domingo, 28 de outubro de 2012

Sobre esquecer, apostos e hipérboles. Ah, e você... De novo.



   Já faz um tempo que eu não tenho escrito sobre você. Acho que as minhas preces para que eu te esquecesse foram ouvidas e finalmente me sinto – um tanto – livre de todo aquele afeto e carinho – não amor – que eu sentia por você. Ou achava que sentia.   Saiba bem que, muitas vezes, eu até olho para trás com saudade daquelas tardes inteiras em que conversávamos, ríamos e achávamos que estávamos apaixonados um pelo outro.   De fora, agora, fico analisando a situação. Tenho feito isso antes de dormir e ao acordar, e cheguei a conclusão de que você, muito provavelmente, nunca gostou mesmo de mim. Eu sempre soube que não daria certo, pra depois não me dizerem que acreditei demais. Mas no fundo eu quis tanto, que esqueci que aquilo também dependia de você pra acontecer.   E você não quis que acontecesse.   Você nunca quis.   Mas agora eu tô bem. Te vejo e não sinto mais absolutamente nada – hipérboles sempre reforçam o meu "não acreditar" – e encontrei alguém que resolveu me fazer mais feliz.   Agora sei que aquela felicidade que eu não tinha não era culpa sua. E você não era motivo de felicidade. A felicidade está em mim.   E ela só aumenta quando encontro alguém que a vê em mim – também –.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Não, eu não estou apaixonada pelo Ed.


   Ed nunca teve o mundo próximo de suas mãos, as coisas sempre temiam serem mais difíceis e mais impossíveis. Pra ele.
   Um dia, eu estava pegando o ônibus como de costume, e o percebi sentado no fundo, com um par de fones de ouvido cravados nele, como se a última coisa que ele desejasse ouvir fosse o barulho, senão da sua playlist.
   Eu, que não sou abobada nem nada, me aproximei. Ele era bonito e eu quis por um instante puxar uma conversa com ele. Mas tive medo de tirá-lo do seu “mundo” e acabar me dando mal. Mesmo.
   Queria contar a ele o quanto sei sobre sua vida, sua personalidade, seus sonhos e o quanto ele luta para realizá-los. Queria poder dizer o quanto é injusto vê-lo naquela multidão e não poder correr para abraçá-lo, arrancar-lhe suspirou ou ter por ele um beijo roubado. Que eu escrevi três canções nas quais tem mais ele que algumas notas. E que a música Dias Atrás do CPM 22 é colocada propositalmente por mim no celular, quando quero lembrar dele.

   Não, eu não estou apaixonada pelo Ed.

   Mas eu gosto muito dele.

   Gosto do seu boné da New York, do seu All Star surrado e velho sempre com os cadarços desamarrados, gosto do seus olhos castanhos escuros e do cheiro do seu moletom. Da cara que ele faz quando não entende algo, do seu gênio forte e da sua voz afeminada. Até disso eu gosto. E gosto pra valer.

   É uma pena que ele não tenha a mesma admiração por mim.

   E não cogite, nem por uma vez, lá de cima, olhar nos meus olhos e dizer melodicamente todas aquelas palavras mágicas que ninguém entende além de quem as pronuncia e para quem elas foram ditas.



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

(Fragmento) Eu. Deus. Você ♥

   Às vezes me pego perguntando a mim mesma como ficamos assim. Procurando saber pra onde foram nossas tardes, daquelas em que passávamos horas conversando sobre o mundo, sobre as pessoas e sobre nós dois. Principalmente.
   Seria hipocrisia da minha parte dizer que não sinto falta. Falta do seu abraço, do seu carinho, das suas palavras... Não vou dizer que você mudou. Pois sei que está exatamente igual... Porém longe.
   Queria que soubesse que sua ausência dói muito. Principalmente quando você está ali, perto. Que dói muito não poder abraçá-lo. Não poder pegar na sua mão e entrelaçar nossos dedos. Não poder compartilhar um fone com você. Não ver você indo atrás de mim, me pedindo um sorriso.
   Talvez essa garota a qual você diz amar, te mereça mais do que eu. Não por questão de merecimento em si, mas porquê Deus a escolheu pra estar contigo. E, embora minha vontade fosse que você nem que repentinamente, fizesse com que os velhos tempos voltassem, eu aceito. Nem que o meu sim doa. Afinal, o Sim de Jesus Cristo para a humanidade doeu. E muito! Mas no final, valeu a pena. Então quem sou eu pra questionar a vontade do Pai?